segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Peritos do INSS retomam trabalho com atendimento exclusivo para perícia inicial


Agência Brasil
Após mais de quatro meses de paralisação, médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retornaram hoje (25) ao trabalho. De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Peritos, todos os profissionais vão retomar suas atividades, mas será mantido o estado de greve.

Segundo a associação, o atendimento será exclusivo para perícias iniciais, caso de quem ainda está buscando o benefício. Não estão descartadas novas paralisações e o atendimento só será normalizado quando houver avanço nas negociações com o governo.

Em nota, o INSS  informou que a Central de Atendimento 135 está à disposição para orientar a população e também para fazer os agendamentos e/ou reagendamentos necessários. O órgão estima que 1,3 milhão de perícias não tenham sido realizadas desde o início da greve, em setembro do ano passado. Mais 1,1 milhão de perícias médicas foram atendidas.

O INSS calcula que cerca de 830 mil pedidos de concessão de benefícios estejam represados (dado de 15/01/2016). O tempo médio de espera para o agendamento da perícia médica, na média nacional, passou de 20 dias, antes do início da paralisação, para os atuais 89 dias.

ANIVERSÁRIO DA IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS EM RIO BRANCO-AC


A IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS NO ACRE COMPLETA 73 NO DIA 24 DE JANEIRO  DE 2016    RESTAURADO E EDIFICANDO VIDAS .
O PASTOR LUIZ GONZAGA PASTOR ATUAL DA SEDE DA IGREJA EM RIO BRANCO DESDE   26 DE SETEMBRO DE 1994 .
 COM ENDEREÇO
 ATUAL  AVENIDA: ANTÓNIO DA ROCHA VIANA, BAIRRO:  VILA IVONETE, NUMERO: 2.492 FOI FUNDADA EM 1943.
COM 126 FILIAIS DISTRIBUÍDAS EM 4 REGIÕES MAIS O TEMPLO SEDE ,
FOI FUNDADA EM 1943 PELO IRMÃO LUIZ FIRMINO CÂMARA E OFICIALMENTE ORGANIZADA EM 24 DE JANEIRO EM 1944 PELO PASTOR FRANCISCO VAZ NETO.


PARABÉNS IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS NO ACRE

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Gladson fala com lideranças partidárias em Brasiléia

Nossa manhã em Brasileia foi marcada por vários encontros com lideranças partidárias e entrevistas com o radialista Emerson Ney, da Rádio Eco Acre FM e o jornalista Alexandre Gomes, do site O Alto Acre, onde destacamos nosso trabalho pela população desta região que tanto contribui para o desenvolvimento do estado. Seguimos agora para Assis Brasil, onde participaremos do lançamento de obras executadas com recursos de emendas parlamentares de nossa autoria. Tenham todos uma ótima tarde!

Dilma diz que está "perplexo" com previsões do FMI. Para o Brasil



Presidente Dilma Rousseff disse sexta-feira (22) que ele estava "perplexo" com previsões negativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a economia brasileira. Durante uma reunião do Conselho Nacional do PDT (Partido Democrático Trabalhista) na sexta-feira (22), em Brasília, o presidente disse que o país vai crescer porque "todos têm bases sólidas" para isso.

"Fiquei chocado com o relatório do Fundo Monetário Internacional.Sabemos que o fundo fala muito ", disse ele. Esta semana, o FMI divulgou um relatório com previsões para a economia global. No caso do Brasil, a empresa aumentou de 1% para 3,5% estimativa de redução do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o chefe de Estado, o fundo não atribuiu a situação da economia do Brasil. "Houve dois factores: a duração da instabilidade política e do fato de que a pesquisa para a Petrobras durar mais tempo e têm um efeito mais profundo do que o esperado. Esses seriam os principais fatores que motivaram a rever a sua posição sobre o crescimento do Brasil. "

Rousseff, retorno de investimento para o país eo Brasil voltou a crescer. Ele também assegurou que o processo não será interrompido inclusão e educação social continuará a ser o foco de sua gestão.

"Eu tenho certeza que vamos conseguir politicamente estabilizar o país. Vamos garantir a tranqüilidade que precisa para crescer novamente. Em uma democracia, é absolutamente normal que a oposição ou alguém fazer críticas e manifesto. Não podemos aceitar que as questões-chave para o país não estão sujeitos a acção conjunta, a fim de garantir que voltamos para gerar emprego e renda. Nós vamos fazer a nossa parte ", disse ele.

Candidatura

Na reunião, o Diretório Nacional do PDT decidiu formalizar a candidatura de Ciro Gomes, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Integração Nacional para a Presidência da República, 2018. O partido também reiterou sua posição frente ao processo aberto na Câmara dos Deputados para acusar Rousseff e decidiu apoiar a saída de Eduardo Cunha (PMDB) para a presidência desse órgão legislativo.

Rousseff agradeceu o apoio do PDT (partido que ele era filiado até 2002) eo processo é repetido contra uma tentativa de golpe. "Eu não enfrentou na minha vida, durante todo o tempo eu estava no PDT e PT, não há taxas de mau uso do dinheiro público. Eu não tenho dinheiro para o exterior e levou uma vida irrepreensível ", disse ele sob aplausos de membros do PDT.

Finalmente, o presidente lembrou o fundador do PDT, Leonel Brizola, a quem ele chamou de um herói brasileiro, e pediu sugestões para tornar o Brasil ter sucesso.e

Agentes encontram focos do Aedes aegypti em 222 mil casas de 19 Estados


Equipes que combatem o Aedes aegyptiencontraram focos do mosquito em 3% das 7,4 milhões de residências visitadas. Em mais de 222 mil casas elas eliminaram o vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. A meta do Ministério da Saúde é que o índice caia para menos de 1% até o final de fevereiro.

Desde o começo do ano, foram visitados 15,2% dos 49,2 milhões de domicílios urbanos do país, de acordo com balanço dos coordenadores da operação de combate ao Aedes aegypti e enfrentamento da microcefalia. Os números correspondem aos registros feitos em 2.548 municípios de 19 unidades da federação. Oito estados não enviaram informações para o sistema.

Segundo o secretário executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira, a meta é inspecionar todos os municípios até o final de fevereiro. “O trabalho consiste em procurar [criadouros]. Se [a equipe] encontrar o foco, deve destruir e fazer o trabalho de vigilância com a família, com a vizinhança”, disse Oliveira.

O último balanço do Ministério da Saúde informa que foram feitas 3.893 notificações de casos suspeitos de microcefalia causada pelo vírus Zika. Até agora, foram confirmados 230. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

DNIT interdita BR-364 em trecho entre Sena Madeira e Manoel Urbano ; Juruá está isolado

Depois de informações que tomaram conta do noticiário acreano, dando conta do estado caótico da BR-364, em trechos entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) decidiu interditar, até as 15 horas desta quarta-feira (14), o trecho que sofreu um desbarrancamento.
De acordo com informações de homens que trabalham no local, a rodovia está interditada em ambos os sentidos. Sendo assim, a região do Vale do Juruá, união dos municípios de, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima e Rodrigues Alves, está isolada.
Não há maiores informações sobre a possibilidade de o tráfego voltar a acontecer na rodovia, já que a interdição pode se estender por maior período de tempo e isso dependerá do trabalho dos homens do Dnit.
A ContilNet tentou entrar em contato com o responsável pelas obras, através do número (68) 3221-1866, para maiores informações, mas a conexão não foi bem sucedida.
Trecho da BR-364 que liga os municípios de Sena Madureira a Manuel Urbano começou a ser recuperado na manhã desta quarta-feira (13), o fluxo de veículos continua normal, a estrada não vai ser interditada.
A cratera que se abriu na estrada no quilômetro 05 vinha dificultando a trafego de veículos de grande porte como ônibus e caminhões, que estavam tendo muita dificuldade para passar pelo local. Segundo informações da CASTILHO, veículos pequenos estão podendo passar, mas que tudo volta ao normal amanhã.
A empresa confirmou através de um dos encarregados que a estrada não será fechada. “Ontem este no local o diretor do DNIT, diretor de obras aonde afirmaram de que não há motivo para interditar a BR-364, muitas pedras já estão sendo colocadas na cratera para conter o desbarrancamento. Vale salientar que carros pesados como carretas ainda não estão liberados para passar, mas que até amanhã o fluxo de veículos volta a sua normalidade”. Disse.

Gladson Camili acompanha o trabalho do DNIT na BR-364



Agora pela manhã, estivemos acompanhando o impasse sobre transporte de cargas e combustível pela BR-364. Através de uma conversa com o diretor-geral do DNIT Acre/Rondônia, Sérgio Augusto Mamanny, e os representantes da categoria, a situação foi, a princípio, resolvida, evitando assim o desabastecimento em vários municípios da região. O DNIT permitiu a liberação de transportes - 8 mil quilos por eixo - para gás e combustível. Essa medida garante o abastecimento de gás em Cruzeiro do Sul, e combustível em Feijó e Tarauacá. É importante a conscientização de todos, inclusive os caminhoneiros, para que não tenhamos a rodovia interditada. Nesse momento é preciso sensibilidade e responsabilidade. Todos devemos unir forças para evitar problemas para sociedade acriana.

MORADORES RECLAMAM DO ABANDONO PÚBLICO NO ACRE

OS MORADORES DA RUA :UATUMÃ , LOTEAMENTO RUI LINO III EM RIO BRANCO,  QUE GANHARAM CASA DO PROGRAMA DO GOVERNO FEDERAL  ESTÃO RECLAMANDO DOS DESCASOS QUE VEM OCORRENDO  NO LOCAL COM O MATO TOMANDO CONTAS DO CANTEIRO, DAS RUAS MUITAS PESSOAS JA VIRAM COBRAS E MUITOS RATOS ATRAVESSANDO AS RUAS .


OS MORADORES QUEREM QUE A PREFEITURA VENHAM OLHAR A SITUAÇÃO PARA TOMAREM UMA DEVIDA PROVIDÊNCIA COM A SITUAÇÃO PRECÁRIA QUE SE ENCONTRA AS RUAS QUEM NÃO FAZ NEM 1 ANO QUE FOI ENTREGUE É JÁ ESTÁ ASSIM DISSE .


MORRE O HUMORISTA SHAOLIN


Morreu na madrugada desta quinta-feira (14) o humorista Francisco Jozenilton Veloso, conhecido como Shaolin, aos 44 anos de idade. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma clínica particular de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, devido a uma infecção respiratória.

A mulher do comediante, Laudiceia Veloso, desabafou em sua conta na rede social Instagram, e explicou que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória.

“Depois de 1821 dias, nosso guerreiro terminou sua batalha. É com muita tristeza que divido a nossa dor com todos vocês. Shaolin apresentou um quadro febril nesta terça e que, infelizmente evoluiu para uma infecção, precisando de internação imediata. Recebemos a notícia do hospital, neste momento, que ele sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. As informações sobre velório e local de sepultamento, divulgarei mais tarde. Obrigada a todos pelas orações e pra força! “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” 2 Timóteo 4:7"

Em janeiro de 2011, Shaolin sofreu um acidente automobilístico na BR-230, em Campina Grande, a 125 quilômetros de João Pessoa. Na época, ele foi submetido a diversas cirurgias e ficou internado por cerca de cinco meses no hospital, desde que recebeu alta Shaolin vinha recebendo os cuidados médicos em sua casa, ele não conseguia se locomover ou se comunicar.

Seu último trabalho na televisão foi no programa “Tudo é Possível” com Ana Hickmann, parodiando famosos, como Leonardo, Joelma da Banda Calypso, Zezé di Camargo, entre outros.

Gladson Cameli visitá comerciantes e pescadores em Cruzeiro do sul


 Nossa manhã foi movimentada aqui no mercado de Cruzeiro do Sul. Tomamos café com os comerciantes e pescadores, conversei com a Dona Alzira, e visitamos muitos amigos que conheço desde minha infância, aqui no Mercado da Carne, ainda em construção. Obrigado a todos que nos acompanham. Vocês são parte desse trabalho de luta e esperança em benefício do nosso povo.

Cientistas suspeitam que mosquito não é o único transmissor do Zika


Propagação rápida intriga pesquisadores. Ministro fala em 'geração de sequelados'
 O zika é minúsculo, de simplicidade espartana e nem por isso um inimigo menos brutal. Mas pistas que prometem ajudar a controlá-lo chegam de laboratórios do Rio de Janeiro. Surgem do sequenciamento genético do zika que circula no Brasil. A análise, feita pelo Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, aumenta a suspeita de que a epidemia se propaga depressa impulsionada também por outro meio que não só o Aedes aegypti, embora o mosquito seja indiscutivelmente o maior transmissor. E reforça a tese de que ele poderia afetar o organismo humano associado a outros fatores, como vírus diferentes.

Na quarta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, defendeu o engajamento da população na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus zika. O ministro disse que essa é a única forma de evitar uma "geração de sequelados no Brasil".

ANÁLISE DE GENOMA DO VÍRUS


O trabalho imprescindível para combater a epidemia foi realizado pelo grupo de Amílcar Tanuri, chefe do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, um dos mais respeitados do país em genética viral. Tanuri sequenciou, isto é, analisou o genoma de vírus zika extraídos do líquido amniótico de dois fetos em gestação em Joazeirinho, na Paraíba. Um trabalho em parceria com Adriana Melo, diretora do Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto, em Campina Grande, na Paraíba; e Ana Bispo, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio.

O sequenciamento genético, importante para compreender a doença, revelou que a linhagem do zika no país parece igual à que causou epidemia na Polinésia Francesa, em 2013.

— O zika é 54% idêntico ao vírus da dengue e tem 80% de similaridade de proteínas — afirma Tanuri.

Isso significa que é muito difícil identificar as particularidades que o tornam tão perigoso. E aumenta o mistério de o zika se propagar muito mais depressa do que a dengue.

— Levada pela asas do Aedes, a dengue 4 levou cerca de três anos para se disseminar pelo Brasil. Desde maio de 2015, quando os primeiros casos de zika foram registrados na Bahia, o vírus se espalhou para 19 estados. O Aedes é seguramente um vetor. Mas será o único meio de transmissão? — destaca Tanuri.

Estudos menores, no exterior, indicaram que o vírus presente não só no sangue, mas na urina, no sêmen e no leite materno, poderia ser passado de uma pessoa para outra por meio de fluidos corporais. Para Tanuri, o contágio pessoal deve ser investigado com maior atenção. Cientistas experientes, como Tanuri, não estão convencidos de que o zika seja a única causa de microcefalia e outras complicações.

— Ele poderia estar associado a mais vírus. Outra possibilidade é que a infecção pelo zika seja uma espécie de gatilho para reações do próprio organismo humano — explica.

Ninguém sabe tudo o que zika faz com o ser humano. Aqui, como na Polinésia Francesa, ele tem sido associado à microcefalia. Cientistas dizem que o número menor de casos de microcefalia na Polinésia pode se dever ao fato de que fetos com defeitos graves foram abortados.

O zika em circulação na Guiana Francesa e no Suriname também teve sequenciamento genético anunciado esta semana por cientistas do Instituto Pasteur na Guiana. Sabem que é o mesmo da Oceania. Mas não há explicação conclusiva, para a associação com a síndrome de Guillain-Barre, causadora de complicações neurológicas.

— O vírus circula com outros agentes e fatores e eles tornam sua ação mais agressiva? Talvez, não temos respostas — disse o líder do estudo, Dominique Rousset, no artigo publicado na revista médica “The Lancet” desta semana.

Se sobram dúvidas, faltam recursos para as pesquisas. O laboratório da UFRJ está sem suprimentos para testes sorológicos, vitais para detectar o vírus.

— Também não temos kits para trabalhar com outros vírus que poderiam estar associados ao kit. Foi uma tremenda falta de sorte esta epidemia vir num momento tão ruim — lamenta Tanuri.

“TUDO COM O ZIKA É DIFERENTE”

Pós-doutoranda em seu laboratório, Luiza Higa enfrenta o desafio de investigar um micro-organismo que escapa de todas as formas convencionais de estudo. Luiza é uma especialista na genética do vírus da dengue 2 e trabalha também com o chicungunha.

O dengue 2 tem fama de difícil de trabalhar, mas não é um obstáculo para Luiza, pesquisadora com fama de incansável, capaz de passar horas trancafiada num laboratório de segurança, em busca de sinais de fraqueza do micro-organismo. O zika é o maior desafio que Luiza já enfrentou:

— Tudo com o zika é diferente. Ele tem se mostrado muito esquivo. Geneticamente se parece com a dengue. Mas isso não tem nos ajudado. Ele desaparece do sangue depressa para reaparecer na urina dos pacientes. Não se multiplica bem em laboratório.

Os pesquisadores precisam de mais vírus para desenvolver testes eficazes de detecção — os testes sorológicos específicos.

Esses testes poderão distinguir, com segurança, os casos de malformações e doenças neurológicas causadas pelo zika dos demais. Podem monitorar o avanço da epidemia, avaliar a segurança de gestantes e o estado dos demais pacientes, se eles têm, de fato, a doença e podem transmiti-la — uma arma essencial na batalha contra a doença, à espera de recursos.

PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que é fazer um sequenciamento genético?

É decifrar a ordem das “letras” bioquímicas do genoma de uma criatura. Com isso, é possível “ler” o código genético de um organismo. Seja ele um vírus, um elefante ou um ser humano.

E o que diz o genoma?

No caso de vírus, em linhas gerais, indica, por exemplo, similaridades com outros micro-organismos e pontos específicos daquela espécie. Além de caracterizar a espécie.

E para que servem essas informações?

Primeiro, é uma espécie de carteira de identidade. Assim, identifica a presença do vírus. Ao revelar similaridades, aponta estratégias de combate que podem ter funcionado com outros micro-organismos. Nas especificidades, cientistas podem buscar pontos fracos para serem atacados. O sequenciamento é fundamental ainda para saber se um vírus se tornou mais agressivo e para acompanhar sua taxa de transformação.

Por que o sequenciamento não é usado para saber, por exemplo, se um bebê com microcefalia foi afetado pelo zika?

Porque o vírus em si desaparece do sangue após a infecção. Para detectar que o zika é o culpado, é preciso encontrar vestígios do específicos vírus (proteínas ou pedaços delas). Isso é feito com os testes sorológicos.

'GERAÇÃO DE SEQUELADOS'


O ministro da Saúde, Marcelo Castro, defendeu o engajamento da população na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite o vírus zika, como única forma de evitar uma “geração de sequelados no Brasil”. Após cometer a gafe, disse em tom de brincadeira que iria “torcer” para que mulheres contraiam a doença antes da idade reprodutiva, para que não dependam de vacina, que, segundo ele, levará “alguns anos” para ser criada.

— Só temos um caminho para nos livrarmos, para evitarmos ter uma geração de sequelados no Brasil: é não deixar o mosquito nascer — afirmou. — Vamos torcer para que as pessoas, antes de entrar no período fértil, peguem a zika, para ficarem imunizadas pelo próprio mosquito, aí não precisa da vacina.

As declarações foram dadas pelo ministro após uma reunião sobre o início do funcionamento da Sala Nacional de Coordenação e Controle, parte do plano de emergência para combater a microcefalia. Castro apontou a malformação congênita associada ao zika como uma “epidemia de perspectivas mundiais”:

— O problema é alarmante porque está acontecendo no Nordeste, vai acontecer no Brasil inteiro, vai acontecer nos países tropicais inteiros. É uma epidemia de perspectivas mundiais, então temos que tomar todas as providências. Se você não tem remédio, não tem vacina, sé resta matar este danado deste mosquito. Matar, não. É não deixar nascer.

Segundo o ministro, três laboratórios estatais começaram pesquisas para desenvolver uma vacina contra zika. O Instituto Evandro Chagas é o mais adiantado. Os pesquisadores de lá irão para o Texas (Estados Unidos) nas próximas semanas para começar um estudo conjunto. O Instituto Butatan, que já desenvolve uma droga para dengue com norte-americanos, poderá manter a parceria no caso do zika. Já o Bio-Manguinhos estuda se associar a um laboratório inglês.

O ministro voltou a garantir que não faltarão recursos para o combate à microcefalia. Afirmou que essas são as “palavras da presidenta Dilma Rousseff”. Sem dar números, disse que a verba que será despendida para a criação de uma vacina não é “exorbitante”. O que pesará mais é a fase posterior, de imunização da população. Por isso, explicou, só mulheres em idade fértil serão público-alvo da futura droga.

A Sala Nacional de Coordenação e Controle começou ontem a fazer videoconferências com estados que já montaram estrutura semelhante para manter contato com o governo federal. Esse trabalho vai até sexta-feira desta semana. Até ontem à noite, só o Amapá não havia montado o próprio centro de controle da microcefalia. Com representantes de vários ministérios, a Sala Nacional receberá todas as demandas de prefeituras e governos na área do combate ao Aedes Aegypti.

A meta de visitar 100% dos imóveis no país está mantida, segundo o ministro. O prazo imposto pelo governo para alcançar esse objetivo é 31 de janeiro. A tarefa tem sido feito com os agentes de combate a endemias e também com agentes comunitários de saúde, além de homens do Exército. Não há ainda um balanço sobre quantos militares e em quais locais, porque muitos estados têm feito a solicitação diretamente aos batalhões locais.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Famílias serão orientadas sobre como estimular crianças com micricefalia


O Ministério da Saúde lançou ontem  (13) uma orientação para a área médica destinada à estimulação precoce de crianças entre zero a três anos com microcefalia. Segundo o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, o documento unifica o tratamento dado para reduzir ao máximo as sequelas da malformação. Os pais serão treinados para dar estímulos adequados aos filhos.

O documento foi elaborado em razão do aumento do número de crianças com a malformação, em decorrência da chegada do vírus Zika ao Brasil. Outros protocolos de atenção à criança com retardo no desenvolvimento existem no Brasil, porém, este é específico para bebês com microcefalia.

O ideal é começar o acompanhamento logo depois do nascimento da criança, mas, de acordo com Beltrame, se todas forem atendidas com até um mês de vida o serviço será satisfatório.

"De zero a três anos, a criança tem uma janela de oportunidades em que a estimulação precoce pode mudar o curso do desenvolvimento ou da consolidação de um eventual falha no desenvolvimento. Esse é o momento essencial em que a maturação neurológica do recém-nascido até os três anos é extremamente importante", explicou o médico.

Segundo o Ministério da Saúde, em todo o país, há mais de 1.500 centros especializados em reabilitação, locais onde as crianças terão tratamento especializado.

O secretário disse que o conteúdo das normas é simples e conta com o apoio da família da criança, que deverá fazer estímulos em casa, de agentes de saúde, e também de especialistas, como médicos, fisioterapeutas, entre outros.

Toda criança com suspeita de microcefalia deve iniciar o tratamento o mais rápido possível, mas, posteriormente, se for descartado o diagnóstico, o acompanhamento pode ser suspenso. Há crianças com amalformação relacionada ao Zika com comprometimento da visão, da audição, da cognição, malformações cardíacas e de membros.

O objetivo central da orientação é reduzir danos e a perda de chances de intervir no momento adequado. O ministério promete abrir em março 7.500 vagas para o treinamento de especialistas que atuarão neste trabalho.

“O que se pode esperar da criança vai depender do grau da gravidade da malformação dela”, disse Beltrame. Ele prevê que "algumas crianças terão vidas muito próximas da normal, outras vão ter mais dificuldades. Uma criança cega vai ter que ser preparada para ter uma vida funcional adequada e para isso existe uma tecnologia específica de cuidado".

A diretriz aborda também o trabalho psicológico para que a família aceite a malformação da criança. “Uma criança com microcefalia representa um baque para a família, porque não é aquilo que ela estava esperando. O bebê não vai ter um desenvolvimento normal”, disse Beltrame, acentuando a importância do acolhimento de toda a família pelo serviço de saúde.

Boletim divulgado pelo ministério informa que há mais de 3.500 casossuspeitos de microcefalia relacionada ao vírus Zika, distribuídos em 20 estados e no Distrito Federal. Apesar de haver um protocolo unificando os procedimentos para o diagnóstico da malformação, o ministério não divulga o número de casos confirmados. “Os estados e municípios trabalham para fazer as confirmações dos casos com exames. O que precisamos fazer é consolidar os dados”, disse Beltrame.

Governo investe R$ 567 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar


O governo federal comprou, em 2015, R$ 567,2 milhões em alimentos produzidos por agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O montante ultrapassou o gasto do programa em 2014, R$ 565,6 milhões, mas ainda está abaixo do volume desembolsado por outras iniciativas do governo que destinam recursos para a agricultura familiar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que repassa cerca de R$ 1,1 bilhão para compra desse tipo de produto.

“A diferença é que, por meio do PAA, o agricultor não somente vende seu produto quando está pronto, mas recebe acompanhamento durante todo o ano através de parceria com a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] e com as prefeituras”, explicou o secretário de Segurança Alimentar do ministério, Arnoldo de Campos.
Agricultores de Luziânia (GO) acompanham divulgação do balanço do Programa de Aquisição de Alimentos. Em 2015, governo comprou R$ 567 milhões em alimentos da agricultura familiar.

Criado em 2003, o programa beneficia atualmente mais de 38 mil famílias, em cerca de 2,3 mil municípios. Elas vendem seus produtos por intermédio da Conab e das prefeituras, por sua vez responsáveis por indicar e acompanhar os projetos atendidos, assim como definir a destinação dos alimentos comprados com os recursos do ministério.

Os alimentos podem ser destinados a abastecer restaurantes populares, hospitais e postos de saúde, ou ser distribuídos a comunidades em situação de insegurança alimentar, por exemplo.

O resultado do PAA em 2015 foi divulgado hoje (13) durante visita da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, a uma cooperativa composta por 250 famílias em Luziânia (GO).

“A agricultura familiar é a grande responsável hoje por botar comida na mesa do povo”, disse a ministra para uma plateia de agricultores locais, ao lado do prefeito Cristóvam Tormim (PSD), cotado para disputar a reeleição este ano.

“Essa agricultura não estava forte o suficiente para garantir que essa comida chegasse ao prato do brasileiro, isso mudou, por isso temos muito o que comemorar”, acrescentou a ministra.

Desde o início do ano, um decreto do governo obriga os órgãos federais a adquirirem no mínimo 30% dos alimentos de que precisarem da agricultura familiar, o que deve injetar R$ 1,4 bilhão neste mercado. Para isso, foi criado um mecanismo facilitado de compra, por meio de chamada pública.

Estados e município querem adiar reajuste do piso dos professores para agosto


Estados e municípios querem que o reajuste do piso salarial dos professores seja adiado para agosto e que o índice seja 7,41% e não 11,36%, como prevê a lei. O reajuste, concedido anualmente, é divulgado em janeiro.

A proposta de adiamento está em dois documentos enviados à presidenta Dilma Rousseff, um assinado por dez estados e pelo Distrito Federal, e outro pelas prefeituras representadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Hoje (13), secretários estaduais de educação entregaram ao Ministério da Educação (MEC) uma carta em apoio aos documentos apresentados ao governo.

A justificativa para o pedido de adiamento é que o contexto de crise econômica torna o reajuste insustentável nesse início do ano. Segundo cálculo previsto em lei, o aumento em 2015 deve ser 11,36%, mas estados e municípios defendem que o reajuste do piso seja 7,41%.
Reajuste do piso nacional do salário dos professores é concedido anualmente e definido com base na Lei 11.738/2008, conhecida como Lei do PisoArquivo/Agência Brasil

“Os efeitos da crise já se fazem sentir nas despesas obrigatórias como na saúde e educação, com a diminuição do valor dos repasses constitucionais e a elevação dos custos operacionais e a manutenção dos serviços que estão atingindo limites insustentáveis", diz o documento enviado pelos governadores.

O piso salarial dos docentes é reajustado anualmente, seguindo a Lei 11.738/2008, a Lei do Piso, que vincula o aumento à variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno definido no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo os governadores, nos últimos cinco anos, o valor por aluno subiu 87%, levando a um aumento de 37% no piso salarial dos professores.

Os municípios acrescentam que a situação atípica do exercício de 2015, com retração da atividade econômica, "precisa ser levada em consideração na fixação do índice de reajuste do piso, de forma compatível com as finanças dos estados, do Distrito Federal e dos municípios”, de acordo com o documento da CNM.

Hoje, a questão foi levada ao Fórum Permanente para Acompanhamento da Atualização Progressiva do Valor do Piso Salarial Nacional, composto por representantes do MEC, dos estados, dos municípios e dos trabalhadores. O Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) diz que, para cumprir o reajuste estimado de 11,36% seguindo os critérios atuais, será necessária a complementação financeira da União.

Para os trabalhadores, o reajuste do piso salarial não é negociável. "O que tem que ser cumprido é a lei", disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão.

"O que ficou acertado no fim da reunião é que a lei será cumprida e o reajuste será o de 11%. O fórum vai discutir os problemas da Lei do Piso e vai buscar uma solução. Todo fim de ano ocorrem problemas e isso não é bom", acrescentou. No ano passado, o não cumprimento da lei levou a greves de professores nos estados e municípios.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Escola de gastronomia e Hospitalidade deve ser entregue em Junho


Para acompanhar o andamento da obra da Escola de Gastronomia e Hospitalidade, a primeira-dama do Estado e arquiteta Marlúcia Cândida realizou uma visita técnica ao espaço situado na Cidade do Povo, na última sexta-feira, 7. O projeto arquitetônico assinado por Marlúcia Cândida faz parte do programa de formação profissional do governo do Estado. A escola está prevista para ser inaugurada no mês de julho deste ano.






Cerveró cita propina de US$ 100 milhões ao Governo FHC na venda da Peréz Companc


O papel apreendido é parte do resumo das informações que Cerveró prestou à PGR antes de fechar seu acordo de delação premiada
O ex-diretor da área Internacional da PetrobrasNestor Cerveró, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que a venda da empresa petrolífera Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) de US$ 100 milhões. As informações constam de documento apreendido no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que declarações "vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido (Francisco Gros), sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação".

O papel apreendido é parte do resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República antes de fechar seu acordo de delação premiada. O documento foi apreendido no dia 25 de novembro, quando Delcídio foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador, que continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró.

Neste documento, o ex-diretor não explica para quem teria ido a suposta propina ou quem teria feito o pagamento. Cerveró citou o nome "Oscar Vicente", que seria ligado ao ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999)."A venda da Pérez Companc envolveu uma propina ao Governo FHC de US$ 100 milhões, conforme informações dos diretores da Pérez Companc e de Oscar Vicente, principal operador de Menem e, durante os primeiros anos de nossa gestão, permaneceu como diretor da Petrobrás na Argentina", relatou Cerveró.

Em outubro de 2002, a Petrobras comprou 58,62% das ações da Pérez Companc e 47,1% da Fundação Pérez Companc. Na época, a Pecom, como é conhecida, era a maior empresa petrolífera independente da América Latina. A Petrobras, então sob o comando do presidente Francisco Gros, pagou US$ 1,027 bilhão pela Pérez Companc.

No documento, o ex-diretor citou valores que teriam feito parte da negociação. "Cada diretor da Pérez Companc recebeu US$ 1 milhão como prêmio pela venda da empresa e Oscar Vicente, US$ 6 milhões. Nós juntamos a Pérez Companc com a Petrobras Argentina e criamos a PESA (Petrobras Energia S/A) na Argentina."Cerveró já foi condenado na Lava Jato. Em uma das ações, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da operação na primeira instância, impôs 12 anos e 3 meses de prisão para ex-diretor da Petrobras. Em sua primeira condenação, Cerveró foi condenado a 5 anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro na compra de um apartamento de luxo em Ipanema, no Rio.



Defesa

"Não tenho a menor ideia da matéria. Na época o presidente da Petrobras era Francisco Gros, pessoa de reputação ilibada e sem qualquer ligação político- partidária. Afirmações vagas como essa, que se referem genericamente a um período no qual eu era presidente e a um ex-presidente da Petrobras já falecido, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação", afirmou Fernando Henrique Cardoso.

Benefício do INSS acima do mínimo terão reajuste de 11,28%


As alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.556,94; de 9% para quem ganha entre R$ 1.556,95 e R$ 2.594,92; e de 11% para os que recebem entre R$ 2.594,93 e R$ 5.189,89
Os benefícios pagos peloInstituto Nacional do Seguro Social (INSS) acima do salário mínimo (R$ 880,00) terão um reajuste de 11,28% a partir de 1º de janeiro deste ano, conforme portaria dos ministérios do Trabalho e Previdência Social e da Fazenda publicada nesta segunda-feira, 11, no Diário Oficial da União (DOU).

O documento também estabelece que o teto da Previdência Social para 2016 é de R$ 5.189,82, superior ao de 2015, fixado em R$ 4.663,75.A portaria ainda traz tabela com as alíquotas de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso.

As alíquotas são de 8% para aqueles que ganham até R$ 1.556,94; de 9% para quem ganha entre R$ 1.556,95 e R$ 2.594,92; e de 11% para os que recebem entre R$ 2.594,93 e R$ 5.189,89. Valores e regras referentes a outros benefícios como auxílio-doença, auxílio-reclusão, seguros para pescadores e seringueiros e salário-família também constam do documento.Clique aqui e veja a íntegra da regulamentação.

Instituto Pasteur de Dakar tenta criar teste rápido para diagnosticar Zika



 Pesquisadores do Instituto Pasteur de Dakar, no Senegal, estão na Universidade de São Paulo (USP) para ajudar cientistas brasileiros no combate ao zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti. O grupo trabalha para criar um teste rápido e eficaz para diagnosticar a doença, por sorologia. Os senegaleses são liderados por Amadou Alpha Sall, renomado especialista em epidemia e controles virais que participou ativamente no combate ao ebola no Oeste da África em 2014. Na ocasião, eles conseguiram desenvolver um exame rápido de detecção, que permitiu o diagnóstico em locais afetados pela epidemia e um consequente controle da doença.

— O que aprendemos com o ebola foram técnicas para diagnosticá-lo rapidamente: em 15 minutos, você tem o resultado. A ideia é transferir os conhecimentos que temos com o ebola para ajudar no combate ao zika vírus — explicou Alpha Sall.

De acordo com Paolo Zanotto, coordenador da chamada Rede Zika e pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o grupo quer criar uma forma de detecção colhendo amostras de urina e saliva. A equipe brasileira já conseguiu desenvolver um teste molecular para o diagnóstico, mas a iniciativa se mostrou cara e pouco eficaz.

— A sorologia deixa um “traço” na pessoa. Assim, eu consigo saber se ela foi infectada há algum tempo, enquanto que o diagnóstico molecular só mostra o vírus agora. Quando os sintomas se manifestam, dois ou três dias depois, já não há mais sinais do vírus no sangue. Então, o diagnóstico molecular se torna complicado — explicou Zanotto.

Os senegaleses também devem contribuir com técnicas para confirmar se casos de microcefalia foram realmente provocados por infecção do zika vírus. A equipe tem a intenção de visitar o Nordeste, região que concentra o maior número de notificações da malformação.

— Temos evidências da relação entre zika vírus e microcefalia porque as duas doenças estão se manifestando no mesmo espaço de tempo, mas ainda não há uma certeza absoluta. Por enquanto, essa relação é circunstancial. Por isso, a importância do diagnóstico — disse Alpha Sall.

O grupo do Instituto Pasteur que foi a São Paulo já integra a Rede Zika, força-tarefa criada há cerca de um mês por cientistas da USP para investigar o vírus e o aumento no número de casos de microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré no país. A rede vem trabalhando com recursos técnicos e financeiros da Fundação de Apoio à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp).

O GLOBO

Acidente deixa vítima fatal em Cruzeiro do Sul


Na noite deste domingo (10), por volta das 21:00h, mais um acidente com vítima fatal foi registrado em Cruzeiro Do Sul. Desta vez, segundo informações apuradas até o momento, o acidente aconteceu na estrada que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Cruzeiro Do Sul, e teria vitimado fatalmente um rapaz, que era instrutor de uma auto escola no município.

Segundo informações apuradas, o acidente envolveu duas motocicletas, e um dos envolvidos no batida está neste momento no Pronto Socorro de Cruzeiro Do Sul, após ser atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e já não corre risco de vida, pois veio a sofrer apenas algumas escoriações.

(Vítima)

Já a vítima, Evandro Nepomuceno, era instrutor da Auto Escola Martins em Cruzeiro Do Sul, e veio a óbito ainda no local, pois não resistiu aos ferimentos.

As devidas causas do acidente são desconhecidas até o momento. Logo após a colisão, a perícia esteve no local para realização dos processos cabíveis ao caso e deve liberar o resultado após a conclusão.

Acidente com ônibus do cantor Michel Teló mata três pessoas no Paraná


Um ônibus que transportava integrantes da equipe do cantor Michel Teló se envolveu hoje (10) em um acidente com um carro na BR-376, no Paraná, às 11h.  Três pessoas que estavam no automóvel morreram. Os passageiros do ônibus não se machucaram.

“O ônibus estava subindo a estrada de pista dupla, na faixa da direita e o carro atravessou a pista, atingindo o ônibus de frente”, diz comunicado oficial divulgado pela assessoria de imprensa do cantor.

O motorista do ônibus teve ferimentos leves e foi encaminhado para um hospital próximo ao local do acidente. O cantor Michel Teló não estava no veículo.

Em seu perfil no Facebook, o artista manifestou tristeza pelo episódio. “Infelizmente o carro que vinha em outra direção, na chuva, perdeu o controle, atravessou a pista e bateu de frente com nosso ônibus, que estava na terceira pista da direita. Não tenho palavras pra descrever meu sentimento de tristeza e pesar”, escreveu.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Após recesso,Congresso deverá retomar trabalho de nove CPIs


Quando voltarem do recesso parlamentar, em fevereiro, deputados e senadores retomarão, entre suas atividades, os trabalhos das comissões parlamentares de inquérito (CPI) que estão em funcionamento. Atualmente, cinco CPIs estão em funcionamento na Câmara e quatro no Senado.

Na Câmara, a CPI dos Fundos de Pensão é a que tem provocado mais movimentação de governistas e oposicionistas. A comissão está em funcionamento desde agosto do ano passado e, pelo requerimento original, deveria ter sido encerrada em dezembro. No entanto, um requerimento de prorrogação foi aprovado, o que deu mais 60 dias para as investigações. Como os prazos ficam suspensos durante o recesso, a CPI será encerrada no dia 19 de março.

O relator da CPI dos Fundos de Pensão, Sérgio Souza, durante depoimento do doleiro Alberto Youssef Valter Campanato/Agência Brasil

A comissão investiga se houve aplicação incorreta de recursos, entre 2003 e 2015, em quatro fundos de pensão: Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica Federal), Postalis (Correios) e Previ (Banco do Brasil). Nesse período, os fundos acumularam prejuízos que podem impactar no pagamento das aposentadorias dos servidores. O relator da comissão, deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), disse que pretende pedir novas quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico de investigados, segundo a agência Câmara. A CPI deverá propor, por exemplo, novas regras para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), vinculada ao Ministério da Previdência, na fiscalização dos fundos.

Outra comissão parlamentar de inquérito que mexeu com os deputados em 2015 e que ainda está pendente de conclusão é a CPI do BNDES. Após ter tido a conclusão adiada em 15 dias, a comissão deveria ter sido encerrada no dia 19 de dezembro, mas o relatório final não foi apresentado. A próxima reunião está marcada para o primeiro dia após o retorno dos deputados, 2 de fevereiro, quando devem ser apresentados relatórios setoriais que embasarão o relatório final.

Não há previsão de novos depoimentos. Em cinco meses, a comissão ouviu 21 pessoas, entre elas ex-presidentes do banco, o empresário Eike Batista, o pecuarista José Carlos Bumlai e o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. A CPI investiga supostas irregularidades em empréstimos do banco, concedidos a empresas investigadas na Operação Lava Jato.

Ainda estão em funcionamento na Casa as CPIs dos Crimes Cibernéticos, que teve o prazo final adiado para 14 de março; dos Maus Tratos de Animais, que será concluída logo na volta do recesso, no dia 3 de fevereiro; e da Funai e Incra, cujo prazo inicial se esgota em 19 de abril, mas também pode ser prorrogado.

Senado

No Senado, a CPI que mais tem tido destaque é a que investiga suposta corrupção na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A comissão foi instalada em julho do ano passado e deveria ter terminado em dezembro, mas teve o prazo final prorrogado por mais seis meses que contam a partir do fim do recesso. Presidida pelo senador Romário (PSB-RJ), a investigação da CPI envolveu a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal dos três últimos presidentes da confederação: Marco Polo Del Nero, José Maria Marin (que está em prisão domiciliar nos Estados Unidos) e Ricardo Teixeira, além do acesso a documentos do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 e contratos da CBF com empresas parceiras.


CPI do Futebol aprovou a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da CBF José Maria Marin Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Outra que teve prazo final prorrogado para agosto de 2016 foi a CPI das Próteses, que investiga um escândalo de fraudes na compra de próteses e órteses pelo Sistema Único de Saúde. A próxima reunião da comissão está marcada para o dia 8 de fevereiro.

Também retomará os trabalhos no dia 8, a CPI do HSBC, que investiga denúncias de que brasileiros enviaram dinheiro ilegalmente para contas do banco na Suíça. A comissão começou a apuração em março e esteve prestes a encerrar os trabalhos antecipadamente por não conseguir avançar. No entanto, os senadores optaram por prorrogar os trabalhos até março deste ano. Mas, após algumas oitivas, os membros da comissão voltaram a concluir que não conseguiriam descobrir fatos novos e decidiram que o relatório final será apresentado logo que os trabalhos forem retomados.

O Senado tem ainda em funcionamento a CPI do Assassinato de Jovens, que já foi prorrogada e deverá ter os trabalhos concluídos também em março. Além disso, a CPI dos Fundos de Pensão aguarda para ser instalada na Casa, quando teve o requerimento de criação apresentado em julho do ano passado com o número de assinaturas necessárias, mas nunca ocorreu a reunião de instalação.

Região Norte lidera número de mortes por conflitos no campo em 2015


O número de assassinatos decorrentes de conflitos no campo em 2015 foi o maior dos últimos 12 anos no Brasil, com 49 mortes registradas, a maior parte na região Norte, de acordo com os dados de um balanço anual da questão agrária divulgado esta semana pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). As informações são da Agência Brasil.

Os maiores números de mortes ocorreram em Rondônia e no Pará

A CPT ressalva, no entanto, que os dados são ainda parciais e podem vir a aumentar à medida que sejam consolidadas as informações provenientes do trabalho in loco, o que está previsto para ser concluído no fim do mês. O número de mortes decorrentes de conflitos no campo no ano passado foi o maior desde 2003, quando foram contabilizados 73 assassinatos.

Os maiores números de mortes ocorreram em Rondônia (21) e no Pará (19), mostra o levantamento.

O perfil predominante das mortes foi de indivíduos envolvidos em movimentos de luta pela regularização fundiária, como é o caso de uma família no município paraense de Conceição do Araguaia, que teve todos os seus cinco membros mortos a golpes de facão e tiros em fevereiro do ano passado.

“O Norte do país é um barril de pólvora”, disse o coordenador da CPT em Pernambuco, Plácido Júnior, responsável pela compilação dos dados nacionais. “Além do avanço do agronegócio tradicional, acreditamos que o aumento das tensões no campo em 2015 tenha relação com maiores disputas por recursos como madeira e água, o prosseguimento de grandes empreendimentos de mineração e energia e a diminuição no número de assentamentos e demarcações”.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) reconheceu o aumento das tensões no meio rural no ano passado, mas informou que, segundo dados da Ouvidoria Agrária Nacional (OAN), ocorreram 16 mortes em decorrência de conflitos no campo em 2015. A discrepância se deve a diferenças de metodologia, pois a OAN contabiliza somente informações oficiais provenientes da Polícia Civil e do Ministério da Justiça.

O MDA disse que promove uma série de ações para prevenir a tensão no campo, entre elas a assessoria social e jurídica a famílias acampadas. Segundo o ministério, foram feitas 110 operações policias de combate à violência no campo em 2015, sobretudo em Rondônia, Pará, Tocantis e Maranhão.

O balanço do CPT tem como base o levantamento feito por seus próprio agentes, presentes em todos os Estados, com a ajuda de parceiros de outras entidades que atuam no campo, como o Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Foram utilizadas também fontes secundárias, como notícias divulgadas nos meios de comunicação.

Dados da entidade mostram que de 1.115 casos de homicídio decorrentes de conflitos no campo registrados entre 1985 e 2014, 12 foram julgados.

JORGE VIANA FAIS ENTREVISTA AO AC24HORAS


Durante o mês de dezembro visitei os veículos de comunicação para desejar boas festas e agradecer o respeito com que trataram nosso mandato no ano de 2015. Compartilhei  aqui na página a foto de todas as visitas, faltava apenas nossa ida ao site ac24horas. Eles publicaram hoje uma longa entrevista que dei aos repórteres Ray Melo e Luciano Tavares, quando fui visitar a redação do site.

Confiram :

“Jabuti em árvore foi enchente ou mão de gente”, do Senador Jorge Viana, em entrevista ao ac24horas

Pode não ser o melhor lugar, mas no bar é onde se ouve as mais verdadeiras opiniões e declarações dos homens. Principalmente se a figura em questão é polêmica, está no meio do fogo cruzado e para completar é um senador do PT. Isso mesmo. Foi neste ambiente de um bar, na redação de ac24horas que o senador Jorge Viana resolveu conceder entrevista aos jornalistas Luciano Tavares e Ray Melo sobre vários temas da atualidade, inclusive do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Acompanhado do assessor Aarão Prado, Viana falou, inclusive, do que normalmente não comenta com jornalistas. Ele jura e morre defendendo que o ex-deputado petista José Genoino (condenado no mensalão sob acusação de formação de quadrilha) “não é, nunca foi, e nunca será corrupto”.

Nesta entrevista, o senador irmão de Sebastião Viana diz ainda que a oposição não desceu do palanque e que a crise é gerada, em parte, pela conturbação política. “Há um certo inconformismo da oposição que perdeu a eleição em 2014. A oposição resolveu não descer do palanque e terminou que a crise afetou todo mundo”, diz. Aliás, a palavra crise foi a mais citada por Viana.

Porém, o petista acredita que “a presidente Dilma tá começando a dar volta por cima. Se ela resolver os problemas das pedaladas também. Todo mundo fazia. Não tem prejuízo pra União”, completa.

Ele também considera que no âmbito local, o prefeito de Rio Branco, Marcus Viana, e o governador Sebastião Viana vivem sob o reflexo do desgaste político do PT e do momento que o país enfrenta. “Um prefeito igual ao Marcus Alexandre tem sofrido. Eu falo sempre. O Tião, poxa, enfrentou crise dos haitianos, o Tião enfrentou a questão do Madeira, gravíssima, com interdição do Acre, o Tião enfrentou essa coisa do G7,  ele se dedicou. Ainda bem que ele está no governo. Porque eu não sei que outro governo enfrentaria tanta dificuldade como o Tião passou.”

Ac24horas – Será que um dos fatores que contribuiu para esta crise foi o excesso de populismo do seu partido, o PT, que promoveu uma excessiva desoneração de impostos, aumentou ao invés de diminuir o número de bolsa isso, bolsa aquilo?

JV: Os que mais ganharam subsídios são os que menos reconhecem. As desonerações foram de R$114 bilhões,  alguns acho que extremamente necessários pra estimular o setor produtivo. Outros, ações de lobbys, ora nas medidas provisórias. Todo mundo comentava dentro Congresso que quando chegava uma medida provisória desonerando alguns setores da economia pra estimular a manutenção do emprego, daqui a pouco outros setores, o tais jabutis, apareciam da noite pro dia depois de reuniões de alguns parlamentares com alguns líderes empresariais. E aí uma frase muito repetida no Senado esse ano é assim: Jabuti em árvore foi enchente ou mão de gente. Assim eram os jabutis nas medidas provisórias. Ou é enchente ou é mão de gente. Como é que vai aparecer um jabuti trepado numa árvore, né. Eu acho que aí o governo errou a mão nisso, reconhecidamente. A oposição diz que é por causa das eleições, mas também nós tivemos uma política muito boa no Brasil, que mal acostumou o Brasil, durante 12 anos geramos 20 milhões de empregos com carteira assinada com a inflação sob controle. É muito difícil você sair de um ambiente assim de prosperidade e cair num outro de depressão econômica. Uma inflação com o dobro do que era e um crescimento econômico negativo como está sendo agora de 3,5%. É ruim. E eu acho que o melhor jeito é reconhecer que é uma fase ruim. Nós que já fizemos muito se reconhecemos que agora o momento vai exigir um certo sacrifício talvez seja melhor o diálogo.

Ac24horas: Senador, sobre esses programas sociais.  O governo criou, por exemplo, o Bolsa Família para que ao ponto que a família fosse entrando ela melhorasse de vida e fosse saindo, mas, no entanto, o número só aumenta. O senhor não acha que isso é prejudicial. Esse paternalismo gerado pelo Estado?

JV: Eu não sou muito favorável a doação, ao paternalismo. O Bolsa Família já foi analisado pelas Nações Unidas, por ONGs, pela imprensa estrangeira. Pessoas que olham sem tá no meio dos conflitos, no meio dos embates que tem. E foi eleito como um dos mais importantes programas sociais do mundo. Tem horas que você tem que fazer realmente alguma coisa objetiva pra quem passa necessidade. Eu acho que é um ganho incluir pessoas. Pessoas que entraram na classe média. São 40 milhões de pessoas que estão excluídas. Que não tinham uma televisão, que não tinham uma máquina de lavar, que não tinham uma geladeira, que não tinham nem luz elétrica. E o governo do Lula fez isso. Eu acho que se tiver algum ou outro defeito esse defeito fica diminuído pela inclusão. E foi isso que fez o Brasil crescer economicamente 7,5% no ano. Empresário que era milionário ficou bilionário. E se a gente olhar nos últimos 12 anos é difícil achar um brasileiro que diga: eu piorei de vida. É só fazer uma pergunta: nesses 12 anos a minha melhorou ou piorou? Eu acho que um número grande, certamente acima dos 80% vai dizer: não, melhorou a minha vida. Minha casa tá um pouco melhor, minha vida tá um pouco melhor meu salário tá um pouco melhor. Por isso a dificuldade de as pessoas aceitarem um ano como esse de 2015. Mas eu acho que os programas sociais são parte agora da história, vão ser estudados. Eu não vejo como um paternalismo ou como um favor não. Quando você um sertanejo  no nordeste que enfrente uma seca há cem anos pra ele não comer calango, pra ele não sair pedindo, pra ele não sair num pau de arara, ele tem lá um programa chamado Bolsa Família. Mas com uma prerrogativa: os filhos têm que está na escola, freqüentado a escola. Eu acho que isso é um mérito do Lula, é um mérito do PT e da própria presidenta Dilma. Agora, como fazer o pós do Bolsa Família aí desafio tá posto pra nós do PT e pras oposições que deixaram ter 40 milhões de brasileiros excluídos do mercado de trabalho, do mercado de consumo. Esses programas do governo só precisam ser moralizados. Esse programa da pesca é uma vergonha. Tem cidades no nordeste e até no centro-sul do país que não tem um pescador. E tão lá dezenas e centenas de pessoas. Tanto é que a Polícia Federal indiciou um monte de gente. Aqui (Acre) também. Eu acho que os programas sociais precisam ser moralizados. Mas eles precisam ser mantidos seja com que governo for.

Ac24horas: O FIES ultrapassou limites, senador?

JV: O FIES é um programa fabuloso, fantástico, mas aí também ele não tinha contrapartida nenhuma. Ele atendeu milhões de jovens, mas também deixou mais rico empresários donos de faculdades. Aí o governo foi fazer a consertação, que é exigir que a faculdade tenha qualidade e exigir também que o aluno tenha obrigações. O erro foi ter aberto, entra todo mundo e depois não ter critério. O critério tinha que ser estabelecido há tempo. É muito importante pra um jovem que ele venha dizer o seguinte: eu vou pegar o financiamento, vou fazer minha faculdade. Pra mim ter programas como esse é um transição pro país ficar melhor na frente. Mas quando o programa é distorcido, como aconteceu com o FIES, ele precisa ser corrigido.

AC24HORAS – O senhor vê semelhanças com a bolha imobiliária dos EUA?

JV: Esse negócio de bolha imobiliária e queda da nota do Brasil. Duas agências rebaixaram o Brasil. Engraçado, essas duas agências. Primeiro, quem são os donos dessas agências. Elas são empresas de grandes conglomerados econômicos. As duas agências que rebaixaram a nota do Brasil agora davam nota máxima pras empresas da bolha imobiliária dos Estados Unidos e dos bancos que quebraram, que geraram aquela crise de 2008. Da noite pro dia aquela crise que acabou com a economia mundial, danificou a Europa até hoje. Felizmente aquela não chegou no Brasil. E são essas mesmas agências. No fundo, com todo respeito, mas há um jogo de interesse que você não sabe como que explicar. Com todo respeito aos argentinos, mas como é que o Brasil pode ter uma nota menor do que a Argentina? Como é que o Brasil em alguns aspectos pode ter nota menor do que a Venezuela? Não dá pra você ter isso claramente. Os indicadores econômicos do Brasil, hoje, por mais crítico que seja do nosso governo, a gente tem que reconhecer isso, são ainda melhores do que o do Fernando Henrique no último ano. A taxa de juros dele tava batendo quase 30% na crise com o Fernando Henrique. A inflação era muito maior do que essa agora que tá chegando a 10%. O desemprego era muitas vezes maior. Mas, como eu falei, nós estamos aí há 12 anos de prosperidade, de crescimento econômico, aí você dá passo pra trás é muito difícil. Por isso que talvez a gente esteja sofrendo tanto a impopularidade do governo.

Ac24horas – Grandes Estados tem pedaladas?

JV- A informação que se tem é de que é uma prática recorrente para os poderes executivos para fazer manobras orçamentárias. Fernando Henrique fez, Lula fez, Estados fizeram.

Ac24horas – O Acre fez, senador? No seu governo houve pedalas?

JV- Não, não. O Estado do Acre quando a gente assumiu já não tinha o Banacre, já tinham falido. Normalmente quem tem banco. No caso da União eu acho que não teve prejuízo, não teve dolo, não houve prejuízo. A presidenta, agora, baixou duas medidas provisórias fazendo os ajustes. Se ela consegue virar essa página e a gente consegue ter uma melhora principalmente a partir do segundo trimestre (de2016), eu acho que se a presidenta consegue voltar à normalidade seria uma boa para todos nós. Mas você tem a Lava Jato em aberto, você tem a crise do Eduardo Cunha. Pô, é o terceiro na linha de sucessão do país. Ele pede uma audiência com o presidente do Supremo e presidente do Supremo diz: não, pra receber o Eduardo Cunha só com a imprensa do lado. No fundo a mensagem foi essa. Gente, isso é muito sério. É o terceiro na sucessão. Quer dizer, se a presidenta Dilma não tiver e o vice-presidente Michel Temer não tiver quem assume é o Eduardo Cunha. E o presidente do outro poder diz que esse aí eu só recebo com a presença da imprensa. E fez isso com o áudio aberto pra imprensa, que a gente só tinha visto com o Itamar com o ACM lá trás, né. Tem situações que beiram a crise institucional.

Ac24horas: Como é que o senhor que sempre pregou o combate à corrupção ficou ao ver três tesoureiros do seu partido presos denunciados por corrupção?

JV: Isso é muito é ruim. É triste, é lamentável. Eu  queria poder separar assim: os proprineiros, funcionários de empresas públicas, que ocuparam cargos, que botam não sei quantos milhões na conta na Suíça, comprando iate, comprando aquilo. Nós estamos governando o Acre há muito tempo. Se nós formos perguntar qual foi o secretário que ficou milionário aqui, se tivesse ficado a gente já sabia. A gente tinha visto, como a gente já viu em outros governos. Isso é uma coisa perversa. Você aquele Barusco, o cara tá lá, fez uma foto, fez delação, tirou uma foto do lado do iate fumando charuto, lá em Angra dos Reis na boa e diz, não, eu tô devolvendo R$ 250 milhões, um Barusco virou até moeda. Isso é uma afronta. Eu to separando isso. Agora veja bem, eu acho que alguns companheiros nossos do PT por esse sistema falido e irresponsável que o Brasil tem de financiamento de campanha, de financiar partido político. Eu acho que isso é que faliu.

Eu disse outro dia um ministro, que eu não vou citar o nome. Eu disse: ministro vocês estão investigando as contas da presidenta Dilma, tá certo, investiguem, mas troque o tesoureiro da Dilma, que foi o Edinho, dessa vez, pelo tesoureiro do Aécio. Troque. Pegue a mesma conta. O senhor vai encontrar os mesmos problemas. É um modelo falido. O cara faz convenção, cinco dias depois ele tem quer dinheiro na conta arrecadado. Aí quando o dinheiro vem do PT ele é dinheiro sujo de corrupção, mas quando foi pro PSDB ele é dinheiro limpo. Não tem como separar isso, gente. O que eu acho que as empresas estavam fazendo há muitos anos no Brasil é assim: vai pegar uma obra grande separa 1%, 2% , que não é pouco, é muito, pra doar pra partido, pra ajudar em campanha. Esse é um esquema. Eu acho que isso funcionava e isso é perverso. Tem que ser combatido e a Lava Jato tá tentando pôr fim a isso. Acho que esse acordo de leniência, também, tem que pôr fim a isso.

Ac24horas: Mas por que botar gente, também, de outros partidos?

JV: A Lava Jato eu espero que ela ainda alcance os outros. Veja uma coisa grave agora. Quando eu falava sobre o mensalão do PT, que atingia o Zé Dirceu, o Genoino, o Delúbio… Poxa, um Ginoino? Quem conhece a história do Genoino… O Genoino não foi, não é, e não será nunca corrupto. Genoino mora numa casa, conheço a casa dele, em São Paulo, a vida inteira ali. E lá em Brasília, ele ficava num apartamento no Torre Palace. Absolutamente modesto. Mas foi presidente do PT, assinou alguns contratos e foi preso. Marco Valério, mesmo esquema de Minas. Agora em 2005. Em 98 começou com o PSDB. O presidente do PSDB, ex-presidente do PSDB, ninguém fala muito nisso, Eduardo Azeredo, e eu não to crucificando. Ex-presidente nacional do PSDB há 20 anos. Ex-presidente do PSDB, ex-governador de Minas, ex-senador, ex-deputado federal, renunciou, do PSDB, só que isso não é notícia na grande imprensa nacional. E quando o máximo ainda dizem assim: foi o mensalão mineiro. Foi o mensalão mineiro não. Era o mensalão do PSDB, que deu origem com o mesmo Marco Valério, que o PT foi copiar e se deu muito. Mensalão do Democratas, o antigo PFL. Tem senador do PSDB que tá acusado em três processos disso. Foi esse modelo de financiamento que derrotou a política.

Ac24horas – Toda essa corrupção tem a ver também com essa coisa de coalizão de partidos, que para governar tem que fazer alianças com outros partidos que tem filosofias totalmente diferentes?

JV: O Renato Janine (filósofo – ex-ministro da Educação de Dilma) fez um artigo muito interessante na Folha de São Paulo, que ele fala: espero que o Temer não seja o Café Filho (vice de Getúlio Vargas). Ele falou de dois presidentes, o Itamar, que sucedeu o Collor, que nunca fez um movimento pra tirar o Collor, e o Café Filho, que era vice do Getúlio Vargas, que traiu o presidente foi se juntar, acumular com a oposição pra derrubar o Getúlio Vargas. E ele diz lá que se botar o Temer o ambiente político piora muito. Eu ouso dizer, eu converso isso com o Aécio, com companheiros, com colegas lá de outros partidos que num ambiente político que nós estamos tá impossível montar um governo. Esse governo de coalizão faliu, gente.

Ac24horas: Se a presidente assumisse parte de coisas que ela deveria ter feito e não fez, que prometeu na campanha e não cumpriu, amenizaria a crise ou os partidos não querem amenizar a crise?

JV: Eu acho que a presidenta poderia, ela que foi reeleita há um ano atrás. Em doze meses nós derrubamos um capital político construído em 12 anos pelo Lula. Foi consumido. E eu acho que aí tem muitos erros nossos.

Ac24horas: E o PMDB pulou de dois para sete ministérios rapidamente…

JV: Nós pioramos o governo pra poder ter uma base de apoio. Pioramos. Todo mundo avalia que o governo hoje não é tão bom como já foi. Eu to falando pela sua composição. Com todo respeito aos ministros. A presidenta poderia ter pacificado as coisas. Passou a eleição, a oposição não desce do palanque, a gente vai lá atrás. Podia ter feito conversas com lideranças do próprio PSDB pra pacificar o país.

Ac24horas: Foi sugerido isso a  ela?

JV: Foi sugerido. O próprio presidente Lula chegou a sugerir a formação de um comitê suprapartidário de pessoas que pudessem ter desde um ministro Jobim a outras figuras pra ajudar nesse diálogo. Pra tentar sair da eleição. Porque a eleição foi muito tencionada. A própria Marina, nossa companheira aqui do Acre, teve quase presidente. A morte do Eduardo Campos. A eleição foi uma eleição muito difícil. Teve um período nela que o Eduardo Campos era a esperança aí morreu. Aí a Marina virou a presidente da República. Aí a Dilma duas vezes foi quase presidente, foi pra lona e depois subiu de novo. O Aécio também duas vezes tava quase presidente. Uma eleição que deixou uma herança maldita, da falta de diálogo. E aí eu acho que quem ganha tinha que fazer o gesto. Porque já ganhou.

Ac24horas: Toda defesa é importante, mas os excessos são prejudiciais. O que o Sibá tem feito não tem sido prejudicial? Essas declarações meio malucas falando sobre os Estados Unidos. Isso não é um problema nosso?

JV: O Marcus poderia ter uma avaliação igual eu tinha. Teve momentos que eu tive aprovação de mais de 80% de ótimo e bom, o Lula também teve. Tanto ele como o Tião poderiam estar com avaliações que poderiam ser melhores se o momento que o país está vivendo fosse o melhor. Os dois são um pouco vítima do momento político que o país tá vivendo. Se os dois estivessem num bom momento, se o nosso governo tivesse melhor avaliado, seria muito pior pra oposição.

Tem uma ação de intolerância na sociedade. Você vê o que fizeram com o Chico Buarque. Isso não tem sentido nenhum. Depois o cara vai pedir desculpa. Gente, tem que parar essa coisa de uma pessoa não poder pensar diferente. Eu vivi momentos aqui no Acre diferentes. Eu acho que eles não podem voltar. Eu acho que a gente tem que ter um ambiente pelo menos de conversação, de se cumprimentar quem oposição e quem é governo. O Sibá, eu falei isso pra ele. Eu disse a ele que não tinha momento pior pra você ser líder como esse agora. Mas também ele ajudou muito, ele o Tião na época do Lula. Mas eu acho que ele tá terminando o ano até melhor do quê o que eu pensava. Foi uma bancada que saiu muita gente. Saíram prefeitos do PT, saíram deputados da bancada do PT. A gente tá passando por uma espécie de provação no PT onde eu espero que a gente saia melhor. Porque tem muita gente que era simpatizante da gente que tá afastado. Tem muita gente que é militante e que tá se dedicando esperando que a coisa melhore. Então a nossa responsabilidade no PT, eu que sempre fui filiado ao PT, é muito grande.

Ac24horas: O senhor falou de coalizão de partidos, de governos que criam cargo para acomodar aliados. O senhor não acha que o seu irmão, governador do Acre erra ao criar cargos num momento de crise para colocar pessoas dos partidos. O senhor não acha que isso é errado?

JV: O Tião sofre do mesmo problema do governo federal que é a dificuldade de montar uma base de apoio. O problema todo é que você tá no governo aí você tem pessoas que ganharam o mandato. São de partidos. E os partidos querem tem uma parcela de participação no governo. Isso é parte do jogo, não importa que esteja no governo. O que você tá pondo é um outro aspecto, que é aumentar o tamanho do governo para recepcionar os aliados. Eu acho  que isso ano. Inclusive nessa coisa de cargo parece que tem uma coisa mal explicada. O Tião deixou claro que não criou mil cargos como se tá colocando, ao contrário, ele tava fazendo um ajuste da estrutura até com redução de cargo. O Tião adotou uma série de medidas importantes. Chamou todo e pediu para reduzir gastos. O problema é que a crise é maior do que se pensava, inclusive pra quem tá no governo. Mas eu acho que a nossa sorte é ter um Marcus Alexandre, um Tião. Eu acho que a gente tá vivendo um processo de adaptação.

Ac24horas: O senhor votou pela liberação do senador Delcídio do Amaral por ele ser do seu partido?

JV: Não, eu votei como vice-presidente do Senado. A Constituição pode até ser mudada, mas enquanto ela não for mudada ela tem que ser respeitada. A Constituição não permite aquilo que foi feito naquele dia. O próprio Supremo sabia disso. Quando o doutor Rodrigo Janot pediu a prisão do Delcídio ele botou: caso seja negada a prisão que ponha às cautelares porque ele sabia que senador, aí está na Constituição, só pode ser preso se for em flagrante. Lamentavelmente tá lá. Puseram na Constituição então que fique.  Naquela manhã, o Delcídio teria 90% dos votos, do PSDB, de todo mundo, mas vazaram o áudio da motivação. Com aquele áudio rodando desde cedo é quando nós fomos votar já foi à noite… Aí entra peso da opinião pública que eu respeito. Mas eu votei como vice-presidente do Senado. Não voltei pra soltar o Delcídio. Sou claro em afirmar. Ali era cumprir a Constituição em relação a uma prisão sem tá caracterizado o flagrante. Soltava 24 horas depois, entrava, abria o processo de cassação do mandato dele. Porque se eu fosse do Conselho de Ética, no Conselho de Ética não tem o que discutir. Provavelmente ele vai perder o mandato. Não tem o que discutir. Não tem nada a ver de soltar, de ser do PT. Se fosse qualquer um outro senador eu taria ali. Aí me perguntaram se eu não tinha medo da opinião pública.  Eu dependo da opinião pública. Mas eu acho que a opinião pública não é pra ser temida. Ela é pra ser respeitada. Eu acho que a pessoas preferem as pessoas que tenham suas posições do que alguns que tentam esconder suas posições. Não é o meu caso. Ali se tivesse só dois votos, um seria o meu.

Ac24horas: Senador, qual a diferença de um corrupto do DEM, do PMDB, para um corrupto do PT

JV: Eu acho que não tem diferença nenhuma sinceramente. Mas nós do PT temos um compromisso, não estou dizendo que os outros não tenham. Que o Democratas não tenha, que o PSDB não tem. Mas o PT veio pra mudar o Brasil. Eu acho que a gente até conseguiu. A gente conseguiu implantar políticas que eu me orgulho muito. Que vai desde iluminar a casa de quem vivia, são milhões de pessoas, gerar empregos, 20 milhões de empregos, estender as mãos para os mais jovens. O Brasil era uma economia de U$$ 500 bilhões o PIB quando o PT assumiu, agora é U$$ 2,3 trilhões. Agora tem um problema. O PT nasceu pra fazer essa inversão de pauta, pra ajudar os que mais precisam, mas aí só tem um jeito: teve que entrar no jogo político, no jogo das alianças partidárias. E eu acho que nesse aspecto nós vamos ter que repensar. É melhor a gente refletir sobre isso sobre como que a gente pode fazer uma campanha. Como é que a gente pode fazer uma campanha tão cara quanto a do PSDB. Pra fazer campanha como a do PSDB a gente tem que ir atrás dos mesmos doadores do PSDB. E eu acho que foi isso que o PT ficou muito parecido com os outros partidos nesse aspecto. Não se trata de ser pior pra nós. Corrupção é ruim pra todo mundo. Eu acho que também a política no Brasil tá meio satanizada. Eu acho que isso não é bom. As mudanças que nós fizemos aqui no Acre foram através da política. Através do nosso trabalho na prefeitura, dos nossos governos, dos nossos mandatos.

Ac24horas: O senhor já pensou em deixa o PT alguma vez?

JV: Não, aí não. Nunca passou nem de longe sair do PT. Eu acho que os problemas que o enfrenta serão superados.

Ac24horas: Nem ir pra Rede como comentam?

Eu procuro manter uma boa relação com todos. Lá no Senado, o Renan e os outros colegas falam sempre e quando tem uma confusão eu desço ali e converso pra chegar num acordo. O momento tá precisando de a gente ter alguém quem converse com as oposições.

Ac24horas: O senhor se acha um petista tucano?

JV: Eu tive com muita honra o governador Cadaxo como meu vice. E ele era do PSDB. Isso termina que mandou uma mensagem pro Brasil. Eu tive com a Regina também como minha vice na prefeitura, que também foi do PSDB. Já passou essa fase, mas teve um período que a ação no PSDB tava mais próxima da do PT e de setores do PT mais próximo do PSDB do que de outras forças políticas. Aí, lamentavelmente, o PSDB foi pra uma posição muito radicalizada de enfrentamento com o PT. Nós também já tínhamos muito radicalizada. O meu jeito de fazer política é tendo posição sim. Mas eu não vou tá caminhando pros extremos de jeito nenhum.

Ac24horas: O senhor já criticou muito essa questão da doação privada de campanha, mas já recebeu doações, ainda que registradas. O senhor não acha isso uma contradição?

JV: Não, veja bem. As regras do jogo. Mas acho que boa parte desse problema que a gente enfrenta hoje é por conta dessa relação promíscua que tem de empresa com agente público. Com político com mandato. Tem gente na Câmara que tá lá há 30 anos, há 40 anos na Câmara com mandato. E aí sempre são os mesmos. Ou seja, que tem o melhor esquema de financiamento vai se mantendo. Eu acho que o Brasil deveria experimentar um período sem o financiamento empresarial.

Ac24horas: O PT sobrevive sem financiamento?

JV: Eu acho que aí vai sobreviver o partido que estabelecer um diálogo com seus militantes. Fazer cota, vamos fazer… Eu acho que seria importante. Vê o presidente Obama arrecadou U$$ 800 milhões com doações abaixo de U$$ 200. Eu toparia. Tá insuportável isso. Pra mim deveria ter teto gasto por candidato e tirar o financiamento empresarial. Aí as pessoas dialogarem. Cada um colocando sua carinha no vídeo botando suas propostas. Aí os políticos que gostam de mentir, que gostam de enganar teriam mais dificuldade do que aqueles que têm bons propósitos. Agora tem uma coisa fundamental, esse monte de partido não tem condição. Eu falei ainda agora esse negócio do Partido da Mulher, né. Não tem condição. O cara cria o Partido da Mulher entra 25 homens mais um senador. Não tem condição. Isso aí é piada de salão, gente. Essa é a desmoralização que a gente tá vivendo. Porque no Brasil se você for parlamentar pra não perder o mandato só pode ir para partido novo. A gente tá vivendo uma autofagia.

Ac24horas: O senhor acredita na inocência de todas as pessoas do seu partido que foram citadas e acusadas nesse processo de corrupção ou eles caíram numa armadilha como o senhor mesmo falou?

JV: Não se trata de acreditar na inocência ou não, mas eu conheço alguns companheiros que tem sofrido. Eu tenho que acreditar na Justiça. A única ruim que eu acho é essa história de prender primeiro pra depois denunciar, investigar. Isso não é bom porque depois você começa a prender também quem não era pra tá preso. Nós sempre tivemos o Joaquim Barbosa como o grande algoz do PT por causa do mensalão e tal, mas ele não prendeu ninguém antes da hora. Ele era relator de um processo do mensalão, investigou, não fez devassa em nada, fez uma denúncia, botou os advogados pra defender, fez a acusação, fez o julgamento, houve a condenação e depois as pessoas foram presas. Eu acho que ali ficou a pedagogia correta da Justiça. Eu acho muito perigoso. Não que esteja contestando o que esteja sendo feito. Acho que todos nós temos que apoiar o trabalho do juiz Moro, da Lava Jato, do doutor Rodrigo Janot. O Brasil estava precisando também desse choque da relação de empresas com governo. De empresas com empresas. Isso vai ficar melhor graças a Lava Jato. A única coisa que eu acho complexa é você prender primeiro e depois oferecer a denúncia, depois investigar. Eu acho isso muito ruim. Eu acredito nas instituições, na Justiça. Eu acho que tem gente culpada e tem gente inocente. Por exemplo, o próprio Tião. O Tião não tinha nada a ver com isso. E certamente é uma questão de tempo o nome dele não vai tá nisso porque não tem razão nenhuma de tá.

Ac24horas: O Gladson tem?

JV: O PP ainda não começou. Eu não posso falar. O processo em cima do PP ainda não começou. Tem 30 parlamentares do PP denunciados na Lava Jato. Do PMDB começou a vir. Do PT já veio. Eu não tô aqui fazendo qualquer juízo do meu colega senador Gladson, do Petecão, seja de quem for. Aliás, eu procuro ter a melhor convivência. Agora, os processos do PP ainda estão por vir.

Análise do mandato

O senador também fez uma avaliação de sua atuação individual com senador e ocupante do cargo de vice-presidente do Senado. Ele considera que apesar de 2015 ter sido um ano complicado na esfera política foi possível colaborar por meio de seu mandato participando de importantes debates.

“Pra mim foi um ano muito complicado. Eu também não tava mais acostumado com isso. Porque quando eu assumi a prefeitura eu peguei uma situação que eu não tinha um parlamentar pra me ajudar. Nem deputado nem senador nem nada. E a cidade tava completamente acaba. Então foi o cuidar, plantar flores, um gesto de carinho, de amor, preparar a prefeitura pra frente. Eu fiz meu nome aí. Agora, encarar um ano como esse com crise política é terrível. Boa parte do que a gente tem de piora nos indicadores econômicos é em decorrência da crise política. Ela termina que dá uma insegurança para o setor produtivo e na incerteza ninguém investe, ninguém aposta na economia e todo mundo começa a perder.”

“Eu procurei fazer duas coisas. Primeiro trabalhar como vice-presidente do Senado e dar minha contribuição lá. Eu acho que deu pra fazer. A segunda tentar trabalhar temas que eu acho que são importantes para  o país. Nós fizemos desse ano o ano da tecnologia e inovação. Nós mudamos a Constituição em fevereiro, eu fui relator. Aliás, nisso, o deputado Sibá cumpriu um papel muito importante. Ele é muito ligado a esse setor, e toda comunidade científica do Brasil teve contato com a gente.  Realmente nós estamos tirando o Brasil dos anos 70 e estamos trazendo o Brasil para século 21 nesse aspecto. E último ato nosso foi a lei da tecnologia e inovação. Outra lei que eu acho de grande importância para a Amazônia é a lei de acesso à biodiversidade.”

O senador criticou os aumentos abusivos nos combustíveis, na energia elétrica e o descaso das empresas aéreas com o Acre.

“Eu também entrei forte nessa questão do direito do consumidor trabalhando contra esse absurdo dos apagões aqui no Acre. E não é só para baixar o preço da energia. Eu continuo achando que o preço da nossa energia é um escândalo. Mas aí você tá com todos os reservatórios secos, você tá com usina ligada a diesel no Brasil, mas nós temos que ficar vigilantes, fazendo audiência cobrando. Outra coisa é preço de combustível, outro absurdo. Já tem previsão de aumento. Como pode tá aumentando se o preço do petróleo era U$$ 120 o barril e agora tá em U$$ 36 e você ter sem parar o aumento da gasolina. Tem cobrar a qualidade dos serviços da telefonia, de internet. E uma outra questão abusiva demais, que eu acho que tem surtido efeito sim, é a questão das passagens aéreas. O Acre não tinha promoção, agora tá começando a ter. A gente conseguiu aumentar”, completou.

http://www.ac24horas.com/2016/01/09/entrevista-do-senador-jorge-viana-ao-ac24horas/